sexta-feira, abril 06, 2007

escrever todo dia

escrever todo dia
ontem, Sophia completou dez meses. eu, mais de um mês sem escrever. Senti um aperto, o tempo, por que num escrevi?
Agora, é tarde, 2:24 a.m. Nenhum texto em março, e tão poucos antes. Por onde tenho andado? Sophia linda precisa de minha atenção, mas ela também se vira sozinha, e brinca, e dorme...
Sinto como se não quisesse me mexer, como se um movimento meu pudesse mudar tudo, num giro de caleidoscópio.
Se eu paro, sei, o resto continua, e eu, parada numa supertição de quem já viu o mundo girar e mudar trezentos e sessenta e cinco graus, numa velocidade incompreensível. Tenho medo.
cheguei a pensar que a mudança é ruim, se a vida está boa, pra quê? Se me movo, tudo se move. Penso em manter as cores do caleidoscópio, só assim. Mudar tudo, eu mundo junto, mudo. Pra onde?
Não olhar pra trás. Este que olha pra mim, de canto, sussurra, "cuidado". Ou será, ouço muito mal, e ele diz, "agora!"?
Sophia acorda, reclama peito. Escrevo com uma das mãos.
basta um passo, um dedo que se levante, e aponte pra ponta do meu nariz, "avante!".
minto muito mal, miau. essa é a verdade.
a velha e a frieza, cada ruga um sulco, sem lágrimas, com seu deus, que teria um cartão de crédito, se tivesse um pouco mais de crédito.
outra velha e a alegria da compainha, e das noites também em seu computador, sozinha, sem deus, com a lua, luz, e vento.
no mais, tem peixe que chora, tem peixe que num dá tempo.

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